Embrapa recebe apoio do Mapa para a realização da Abertura da Colheita do Arroz no Capão do Leão

Está confirmada a realização da 31ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 2021, nas dependências da Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado. Segundo seus realizadores, Federarroz e Embrapa, esta edição do evento assumirá um formato híbrido – com participação presencial e virtual –  contará com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para sua realização. 

Para Roberto Pedroso de Oliveira, chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, essa parceria com a Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), do Mapa, assegura a importância da realização do evento para o estado e para o País. “Nesta edição estão previstas a renovação  e ampliação do parque da Abertura da Colheita do Arroz, com novas áreas demonstrativas e um espaço institucional qualificado para  atendimento ao público durante os dias do evento”, disse coordenador técnico da ETB , André Andres. 

As lavouras experimentais estão em fase plena de implantação e desenvolvimento. São 9 hectares de áreas demonstrativas das tecnologias da pesquisa agropecuária, sendo 5,8 hectares de lavouras de arroz, soja e milho, além da  nova área de forrageiras, voltada ao trabalho de melhoramento de campo nativo, que será uma das grandes inovações desta edição. “Será possível apresentar aos produtores mais alternativas de uso das terras baixas, com o objetivo de proporcionar maior sustentabilidade/rentabilidade das unidades produtivas, incentivando o sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP)”, explicou Jorge Schafhauser Jr, gestor do Núcleo Temático em ILPF

Programação da 31ª edição

A expectativa de Roberto Pedroso de Oliveira é que a Abertura da Colheita seja, mais uma vez, um espaço de fortalecimento da relação entre a Embrapa e o setor produtivo.  “Nosso foco está em mostrar os resultados das atividades de pesquisa em terras baixas, envolvendo a cultura do arroz, que é o ‘carro-chefe’ deste ambiente, e outras culturas como a soja, o milho, o sorgo, e a ILP”, confirmou.

Segundo Enilton Coutinho, chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, um dos desafios da Embrapa é apresentar mensagens curtas e práticas para que o orizicultor leve uma contribuição eficiente para sua propriedade. Para alcançar este objetivo estão sendo organizadas participações de pesquisadores com demonstrações de seus trabalhos a campo.

O evento neste ano acontecerá em torno da temática Os Novos Rumos do Sistema de Produção.Nas Vitrines Tecnológicas da Embrapa estarão as cultivares de arroz irrigado oriundas do programa de melhoramento genético da Embrapa: BRS Pampa CL, BRS A705 e BRS Pampeira, sob manejos específicos para os sistemas de integração lavoura-pecuária em terras baixas. Todas essas cultivares visam atender o mercado de arroz do tipo longo e fino, associando alta produtividade e excelente qualidade industrial e culinária.

Também serão demonstradas a diversificação de culturas com a apresentação das tecnologias de sistematização do solo com declividade variada e sulco-camalhão, que viabilizam a drenagem superficial e a irrigação de cultivos de sequeiro em rotação ao arroz irrigado. Manejos diferenciados das culturas de soja, milho e sorgo estabelecidas em sistema sulco-camalhão mostrarão sua viabilidade para a diversificação da produção no ambiente de terras baixas.

A Empresa também está implantando uma vitrine de espécies forrageiras de cultivares BRS, anuais e perenes, para uso em sucessão ou sobressemeadura, em pastejo ou como forragem conservada, em sistemas integrados de lavoura e pecuária.

Serão organizadas duas sessões de palestras em dois momentos. Dentro da agenda estão elencados os seguintes assuntos:

09 de Fevereiro        

11h – “Tecnologia BioAS Embrapa:  Uma maneira simples e eficiente para avaliar a saúde do solo”, com a pesquisadora Ieda Mendes da Embrapa Cerrados e Maria Laura Turino Mattos

13h30 – “A importância da rotação, coberturas e ILP em Terras Baixas” – Giovani Theisen

14h30 – “Forrageiras Embrapa” – Andréa Mittelmann, Sergio Bender e Renato Fontaneli

15h30 – “Mitigação de Emissão de Gases de Efeito Estufa” – Walkyria Bueno Scivittaro

10 de Fevereiro

11h – “Manejo das plantas daninhas em Integração Lavoura e Pecuária” – André Andres

13h30 – “Métodos modernos de sistematização de solo para sistemas de produção em Terras Baixas” – José Maria Barbat Parfitt

14h30 – “Produção de arroz irrigado por sulco” – Joseph Massey – Pesquidador  do USDA/EUA

15h30 – “Manejo das cultivares de arroz da Embrapa” – Ariano Magalhães Junior e Paulo Fagundes

16h30 – “Panorama e potencialidades da irrigação para soja e milho” – Germani Concenço

Participação do público interessado  

Em função da pandemia do COVID-19, os organizadores estão em contato permanente com o Governo do RS para estruturar o evento segundo todas as diretrizes de proteção ao público que se fará presente. “Nesta edição, não serão recebidas caravanas de produtores para visitação ao evento; haverá limitação do número de participações presenciais, a depender de definição por parte do Estado. Este número será divulgado mais próximo da Abertura da Colheita”, adiantou Andres. “Todavia, o evento será compartilhado de forma on-line, garantindo o alcance e a interação com o grande público”, afirmou Coutinho. 

A Abertura da Colheita terá a visitação preferencial de produtores rurais e suas equipes, além dos engenheiros agrônomos e técnicos das empresas ligadas à cadeia produtiva arrozeira, pesquisadores das principais instituições de pesquisa (Embrapa, IRGA e Epagri), além da presença de representantes das Universidades (UFPEL, UFRGS e UFSM). 

Haverá a estrutura de estandes expositores de empresas e instituições de diversos segmentos na área de realização do evento, a fim de demonstrar as atuais tecnologias disponíveis ao mercado. Um outro ponto que está sendo planejado pela comissão organizadora é um único local (e maior) para realização de palestras, em estrutura efêmera externa, proporcionando maior segurança do público participante. 

Fonte: Embrapa Clima Temperado

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